Este blog é uma ferramenta indispensável para divulgar meu trabalho e para um enriquecimento dos que se dedicam a pesquisa em educação.

Usem sempre quando precisarem e, quando citarem é necessário que seja mencionado:
OLIVEIRA, Michele Pereira. www.educacaoeinclusao.blogspot.com
Obrigada, e estou a disposição sempre que necessário nos endereços de e-mail indicados.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Professor - profissão perigo!




Sempre me questiono sobre o que leva um aluno de 14 anos ainda na 5ª série a apontar uma faca na cintura de um professor, e adentrar à escola impondo sua sensação de poder ao impunhar uma arma branca desferindo ameaças.
Nossa escola está doente, nossos alunos e professores também.
Não temos mais segurança enquanto no exercício de nossa profissão. Estamos abandonados, tanto quanto nossos alunos pelas famílias que têm papel de suma importância neste contexto. Abandonados também pela gestão que muitas vezes mascara a situação emergencial.
Esse é o perfil de nossas escolas. Visivelmente fragilizadas pela violência em sala de aula e pela necessidade de se calar diante da situação de confronto.
Fragiliza-se ainda mais, ao se calar, mas a represália pode ser ainda maior, ao se expor.
O desamparo parental é uma das pernas que falta para que a escola dê passos firmes na formação de nossos alunos, mas por sua vez, em exercício de sua função, a família cada vez mais se afasta do ambiente escolar e até da formação moral de seus filhos.
Passa assim a ser função da escola, além da educação, a função de ser pai, de ser mãe, de dar assistência em outros campos que não o da educação. E, cada vez mais a escola se sobrecarrega de funções, quase sempre não dando conta de sua função primeira: o binômio ensino x aprendizagem.
Diante disto, nossos professores estão mais expostos, mais fragilizados, mais estressados, mais doentes e sem dar conta de suas angústias enquanto profissionais.
É preciso que, antes de educar, a escola se comprometa com o resgate de suas crianças dê acolhimento, humanize seu atendimento para fazer o caminho contrário do que se apresenta no quadro escolar atualmente e assim garantir segurança e tranqüilidade aos profissionais que ali zelam pela qualidade da educação.
Unir forças – esse deve ser o novo norte da escola, para que diante da situação catastrófica não nos perdamos enquanto seres humanos que somos antes de sermos professores.
Somente de mãos dadas nossa escola caminhará com segurança.
Esse é um desabafo. Sem ter provocado nenhuma situação, surpreendentemente, tive uma faca fincada em minha cintura e o mesmo menino de 14 anos adentrou à escola desferindo ameaças. Estamos reféns! Não me calei, enfrentei, perigosamente enfrentei, e me expus. Não sei qual será o preço que terei de pagar, mas me expus.

domingo, 18 de outubro de 2009

O Professor está sempre errado! Jô Soares.



O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!

É jovem, não tem experiência.É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um pobre coitado.Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.

Fala em voz alta, vive gritando.Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta ao colégio, é um 'caxias'.Precisa faltar, é um 'turista'.

Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó do aluno.Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.Não chama a atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.O aluno é aprovado, deu 'mole'.


É, o professor está sempre errado,mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Para refletir!


Esta é a realidade da educação em nosso país!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não é fórmula, mas vale a pena dar uma lida! Façam bom proveito da leitura; e pratiquem!


Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.
1º- lugar:Sigmund Freud
2º- lugar: Gustav Jung;
3º- Lugar: Içami Tiba
1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.
7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.
11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo' .
13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.
15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
16.. Não pode prometer presente pelo sucesso que é seu dever. Tirar nota boa é dever. Não xingar avós é dever. Ser polido é dever. Passar no vestibular é dever. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
17.. Muitas são desequilibradas ou mesmo loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).
18.. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
19.. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
20.. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.
21.. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.
22.. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
23.. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
24.. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
25.. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar. Frase: "A mãe(ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia... Quem teme a Deus, respeita os pais! Quem não sabe que há um poder eterno e maior que os próprios pais não aprendeu o principal na vida: Amar a Deus sobre todas as coisas..."

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

.....

http://www.youtube.com/watch?v=gl74J-aAnfg

Para quem sentiu falta dos meus textos....ainda estou fugindo....
aliás, fugirei para sempre...
todas as piores perdas ao mesmo tempo...
perdi, perdi tudo e todos..estou perdendo a mim mesma a cada dia...

MEU PAI, MEU HERÓI, SAUDADES E GRATIDÃO ETERNAS......

quarta-feira, 24 de junho de 2009




A inclusão de pessoas com deficiência auditiva nas escolas regulares e nas escolas especiais.


Incluir pessoas com deficiências auditivas em uma escola regular requer muito além de novas pedagogias, de novas teorias,novas tecnologias, requer muita disciplina, prática e novas estruturas principalmente estrutura pessoal para atender a esse público que tem necessidades tão particulares.
Incluir um surdo, não acontece de uma hora para outra, é um trabalho que deve ser conjunto, família, criança surda, profissional da educação e da saúde, não podendo deixar de lado que a inclusão perpassa também pelos alunos ouvintes que deverão interagir com as crianças surdas presentes na sala de aula regular.
A língua Portuguesa, diferente do que acontece com os cegos, os surdos não conseguem transcrevê-la literalmente para a Libras, uma vez que a Libras requer interpretação, e tradução simultâneas para se estabelecer uma relação entre as duas línguas. Há também que se levar em conta o regionalismo que diferencia os sinais.
Para que uma criança adquira habilidade para se comunicar em Libras é necessário que ela receba estímulos, para que possa evoluir e alcançar uma maturidade que a possibilite a fluência na Libras.
Os surdos, muitas vezes precisam adaptar-se a leitura labial, o que rouba deles a identidade que conseguem com a Libras e a independência que ela gera ao surdo.
A escola tem o papel de fazer as crianças com deficiência auditiva superarem as dificuldades advindas da deficiência e promover a inclusão de fato e verdadeira, que essas crianças tenham autonomia na língua portuguesa no âmbito da leitura e escrita.
Importante se faz mencionar, que se a escola não tiver um intérprete de Libras, de muito pouco adiantará a inclusão dessa criança, uma vez que ela não criará sua identidade, e poderá ter algum aprendizado, mas não da mesma forma que teria se for acompanhada em seu processo de aprendizagem por um intérprete que transmitirá todo conteúdo e poupará o esforço da leitura labial que não é o mais indicado, e que atrasa o processo de inclusão.
É importante que a escola promova formação e capacitação em Libras dos professores que estarão de frente da educação dessas crianças tão especiais. Deve além de formação promover discussões com todo seu corpo docente, mesmo com aqueles que não estão diretamente ligados à educação das crianças surdas para que possa haver maior interação de todos os participantes do corpo Escola, a fim de promover um espírito inclusivista e dar conta das necessidades urgentes de inclusão.
O surdo tem os mesmos direitos de uma criança que não tem deficiência e, portanto tem a mesma garantia de estudar em uma escola regular. Precisa conviver com ouvintes pois é esse o mundo que o incluirá ou excluirá do lado de fora do seio da família, e é por isso que eles (surdos) tanto quanto as crianças ouvintes devem ter seu direito à educação preservados.

Ao iniciar o processo de integração escolar do aluno com deficiência auditiva em uma escola, especial , esta deve oferecer total apoio educacional à criança deficiente auditiva que se põe no papel de educando em turno inverso ao da escola regular e ainda auxiliar o trabalho do professor regente da classe comum.
Uma escola regular para incluir um deficiente auditivo deve ter estrutura física e pessoal adequada contando com a presença de intérprete de Libras, deve ter uma classe pequena com no máximo 25 alunos contando com o deficiente que deve ter idade compatível com o restante da classe, e que a família seja presente no processo educacional.

domingo, 7 de junho de 2009

Diário de Classe. Movimento de Combate à Violência Sexual contra a criança e o adolescente na EEEFM Terra Vermelha.







No dia 18 de maio de 2009 - dia Nacional do Combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e de adolescentes,o Minicípio de Vila Velha esteve mobilizado nesta causa.



Nós educadores que trabalhamos cmo crianças e adolescentes, estamos em contato com esse problema diariamente, entretanto, muitas vezes não sabemos identificar os sintomas dessa doença, e essas crianças ficam expostas aos danos que decorrem desse mal social, que são muitas vezes irreparáveis.



Infelismente muitas vezes os abusos são frutos de questões sociais machistas, e acontecem dentro de casa por pessoas que deveriam ser os maiores protetores das crianças - seus pais.



Dentre esses danos é possível identificar os que atentam contra a saúde física, psíquica bem como danos nas constuções morais e sociais.



Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes é crime, e violam cruelmente os direitos humanos.



Esses abusos afetam de forma drástica a auto-estima, a auto-valorização e a construção do "eu" dessas crianças e adolescentes, que crescem vítimas, que arriscam-se ao contágioo de doenças sexualmente transmíssíveis, à gravides na infância e adolescência e muitas vezes se calam diante da violência sofrida e da impotência ante a situação.



Importante se faz nesse caso, a observação. Identificar mudanças no comportamento, introspecção, medo excessivo, choro, mãos suadas, ansiedade, resistência em voltar para casa, silêncio, mudanças bruscas e repentinas de comportamento, auto-mutilação, agressividade, dificuladade em estabelecer amizades, ausência na escola, olhar perdido, necessidade de chamar atenção, inquietação, entre ooutras características que se diferenciam de antigas caracterísitcas pessoais, podem ser indicativos de violência sexual.



Existem entretanto, duas formas de abuso sexual:



- a consentida;



- a sem consentimento.



Entretanto, as duas formas, independentes de sua natureza configuram crime.



E, a maior característica da violência consentida é o aparecimento de objetos que antes a criança e adolescente não possuía e não teria condições de possuir, e não é clara ao explicar a procedência de tais objetos quando questionada, a exemplo disso, balas e doces, roupas e brinquedos dentre outros objetos.



A violência sexual pode levar ao consumo de drogas lícitas e ilícitas e é um dos piores males sociais, e, na maior parte das vezes esbarra no silêncio. Silêncio dos pais que percebem as modificações de seus filhos e não os questionam, não intervem, silêncio dos pais quando sabem, conhecem o criminos e são omissos, desprotegendo seus filhos em função da proteção do agressor, e até quando são privilegiados com tal situação, silêncio dos vizinhos e parentes quando sabem da violência mas preferem não se envolver, dos professores que muitas vezes não tem condições de analisar individualmente cada aluno, das autoridades que ainda fazem vista grossa para essa triste realidade.



Essa não deve e não pode ser uma guerra de um só soldado. Essa, precisa ser uma guerra social, que mobilize e cosncientizem a todos, é necessário que as mudanças ocorram de forma radical e dura, e que puna de fato os criminosos. Nossas crianas não podem ter mais suas infâncias roubadas e seus sonhos destruídos.

domingo, 31 de maio de 2009

Pós Graduação FDE -Vitória - 23/05/2009.
















Gostaria de agradecer aos alunos da Turma de Pós Graduação em EJA - FDE - Vitória - ES, 23/05/2009, pelos momentos de reflexão, interação e aprendizagem em Psicologia da Educação. Mais uma semente plantada.





Em breve, nova aula.









Diários de sala de aula...




Um certo dia, pela manhã, chega em minha sala de aula uma mãe trazendo seu filho para o primeiro dia de aula dele naquela escola. Já haviam se passado algumas semanas do início do ano letivo.Era um menino miúdo, e o que me chamou bastante a atenção foi que a mãe, grávida de uns 6 para 7 meses, fez algumas observações sobre seu filho.
- Meu filho é muito tímido, tem dificuldade para fazer amizades.
De fato, com o transcorrer dos dias percebi que as afirmações da mãe iam se confirmando.
Ele era realmente um menino bastante calado, conseguira estabelecer uma amizade considerável com apenas um menino da classe (que coincidentemente tinha o mesmo nome que ele); com certa dificuldade (ou preguiça) para resolver os exercícios propostos e, bastante faltoso.
Ainda não conseguia identificar sua voz em meio a voz dos outros alunos da classe; ele quase não falava!
Nem à chamada respondia, levantava timidamente o dedo. No mais, um bom menino.
Sabia da gravidez de sua mãe, e pelo tempo que a vi, provavelmente o bebê estava próximo de nascer.
Nas últimas semanas, percebi que o aluno em questão faltou bastante e em dias seguidos o que não era comum uma veza que faltava em dias alternados.
Apesar de teoricamente ele parecer ser um aluno imperceptível pelo seu silêncio, sou bastante observadora e questionadora com meus alunos, quero saber de suas histórias, de suas dificuldades, de seus sonhos, e procuro sempre despertá-los para sonhar, para não se acomodarem com a dura realidade da periferia em que vivem e; os alunos silenciosos são os que me despertam maior curiosidade.
Depois das faltas do menino, ele apareceu na escola com o comportamento notadamente diferenciado.
De menino franzino quieto, tímido, passou a falante, implicante, agressivo. Pude observar suas reações sem intervir e questionar por uns dois ou três dias, quando lancei a pergunta:
-Por que faltou tantos dias?
-Minha mãe estava no hospital.
Retomei a conversa perguntando se ela estava bem, não querendo tocar diretamente no assunto da gravidez.
-O bebê nasceu!Ele é prematuro. Mas já está em casa.
Percebi então que havia acontecido algo que pudesse alterar tão significativamente um comportamento que outrora era apagado pela timidez excessiva.
Indaguei novamente.
-Ele é bonitinho?
-Sim, é, mas é bem pequeno.
- Você está brincando muito com ele?
-Não!
-Por que? Não gostou do irmãozinho?
-Sim, mas minha mãe já entregou para o pai.
Calei-me diante de tal resposta e de tão dura realidade, meus recursos por hora estavam esgotados para delongar tal assunto.
Pensei sem questionar; como assim? Entregou para o pai! Um bebê prematuro de dias?!?!?
Muito me causou espanto a naturalidade com que essa criança, um menino de no máximo 11 anos me falou uma frase que me chocou por idas.
Para mim, havia meia explicação para uma mudança tão repentina de comportamento.
Ele, uma criança acabara de ver a mãe, uma jovem, de no máximo 25 anos se desfazer de uma outra criança de dias, indefesa.
Analisando a situação me questiono. Quantas inseguranças essa criança construiu ao longo de seus 10, 11 anos? Qual a imagem que essa criança construiu da sua mãe? Quais seus medos? Será que ainda sonha? Quantas decepções e frustrações? E seu pai? – não tive coragem e oportunidade certas para questioná-lo.
Fico indignada de ver como os valores familiares estão minimizados, ou como se perderam.
Como pode uma mãe entregar seu filho de dias?Um bebê, que ela carregou em seu ventre por meses!
Como essa mãe agrediu tão seriamente essas duas crianças!
Essa realidade não é privilégio ou azar de regiões de periferia, está disseminado por todo mundo, nas melhores e piores cidades, nos melhores e mais radicais países.
Nossas crianças estão fadadas a enfrentarem precocemente realidades tão duras que suas maturidades ainda não dão conta de assimilar e entender, e isso justificaria em partes comportamentos tão agressivos – uma agressividade defensiva.
Incosncientemente reagem no impulso de se defenderem sempre e produzem o tempo todo reações que expressão essa dura conclusão: ou ele(a) ou eu!
As que não conseguem por algum motivo processar a necessidade de defesa, acabam por ser engolidas pelo sistema que impõe a sobrevivência e se colocam à margem, são literalmente excluídos, e assim irão crescer.
A realidade nas escolas é outro drama, faltam professores e os que estão na sala de aula precisam enfrentar pesadas jornadas de trabalho para compensar os baixos salários e garantir o mínimo de qualidade de vida.
A pouca cultura e perspectiva dos pais influenciam direta e negativamente no rendimento escolar de seus filhos. Na realidade poucos são os pais que verdadeiramente se comprometem com a educação de seus filhos, que querem de fato mudar o rumo da história dessas crianças.
Poucos são os pais que ensinam seus filhos a sonharem, que além de ensinarem dão ferramentas de produção desses sonhos, poucos são os pai que se dispõem a “perder” (na realidade esse perder é ganhar) alguns minutos do seu dia brincando com seus filhos, pouco são os pais que apresentam livros à seus filhos,e muito mais que isso que contam histórias e que proporcionam a essas crianças uma viagem ao país da fantasia. Poucos são os pais que crêem que a leitura transforma, resgata, forma e informa.
A educação precisa começar em casa, não há outro caminho, e a família tem que ser suporte para suas crianças, nossas escolas não podem mais ser depósitos de crianças, precisa resignificar sua função – não pode mais acolher sem transformar.
Nossas crianças precisam reaprender a sonhar, mas sonhar e poder realizar, desejar e poder conseguir, precisam redescobrir valores, descobrir novos caminhos que não os que levam única e somente à sobrevivência, mas caminhos que os permitam a plantar e colher sonhos empreender, desbravar, lutar e reconhecer suas forças, traçar e alcançar objetivos.
Quanto ao meu aluno, não é mais o mesmo aluno que adentrou àquela sala de aula e tomou seu assento timidamente. Com certeza, é uma criança marcada e que terá dúvidas e incertezas ao escolher seu caminho. Não é mais o tímido menino, é um menino que terá que aprender a sobreviver e superar suas frustrações e inseguranças e principalmente, vencer seus medos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Boa notícia aos amantes da boa leitura!


Para os amantes da boa leitura e da leitura voltada para a educação , está aí uma boa dica!


As obras do grande Mestre da Educação Paulo Freire agora estão disponibilizado para impressão .

É importante que cada professor tenha esse aterial riquíssimo para estudo, pesquisa e conscientização de nosso papel como esducadores esteja nas mãos de cada um que tem o grande compromisso com a educação de nossas crianças e jovens.


Para todos, boa leitura, boa pesquisa, e boa reflexão.


Livros de Paulo Freire desbloqueados para impressão

Preciosidades da obra de Paulo Freire desbloqueadas pra impressão/dowload no
site :
http://www.ac. gov.br/bibliotec adafloresta/ biblioteca/ index.php? option=com_ content&task= view&id=638& Itemid=128.

São livros importantíssimos de um pensador brasileiro comprometido
profundamente com as causas sociais. O material é inovador, criativo,
original e tem importância histórica inédita.

Livros de Paulo Freire desbloqueados para impressão

Preciosidades da obra de Paulo Freire desbloqueadas pra impressão/dowload no
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São livros importantíssimos de um pensador brasileiro comprometido
profundamente com as causas sociais. O material é inovador, criativo,
original e tem importância histórica inédita.

- A importância do ato de ler:
- Ação Cultural para a Liberdade:
- Extensão ou Comunicação:
- Medo e Ousadia:
- Pedagogia da Autonomia:
- Pedagogia da Autonomia:
- Pedagogia da Indignação:
- Pedagogia do Oprimido:
- Política e Educação:
- Professora sim, Tia não:
Boa leitura a todos!!!!

domingo, 26 de abril de 2009

Aula em Ibiraçu - FDE - Faculdade de Educação - Pós Graduação em Alfabetização e letramento nas Séries Iniciais e na EJA.






FDE - Faculdade de Educação
Vitória - ES
Metodologia Científica - formando pesquisadores pelo Espírito Santo.
Gostaria de agradecer a todos os alunos do Curso de Pós Graduação em Alfabetização e letramento nas séries iniciais e na EJA de Ibiraçu -ES.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cultura Surda



Durante muito tempo os surdos como outras pessoas com necessidades educacionais especiais foram deixados à margem da sociedade.
Crianças surdas quando tinham oportunidade de se alfabetizarem, se deparavam com enormes dificuldades, uma vez que ao não escutar os sons do mundo, precisavam se adaptar ao novo ambiente escolar, saindo do ninho protetor da família, e lançando-se ao mundo que a eles se apresentava com obstáculos ainda maiores que a nós ouvintes. Quebrar as barreiras e lançar-se igualmente era a necessidade primeira.
Em primeiro momento, aprenderam a se adaptar à leitura labial e dela traçar formas de comunicação verbal surda – sem som, mas com distinção de informações que assim eram adaptadas e por vezes apreendidas. Assim, crianças surdas se adaptavam à nova realidade a ser vivenciada, e começavam a se lançar rumo a um futuro autônomo.
Todas as crianças, independente de suas necessidades educacionais precisam ser educadas para uma vida autônoma, e as crianças com necessidades educacionais especiais, necessitam de maiores preparos para alcançarem sua autonomia.
Com o passar do tempo e com o advento da inclusão social, todas as crianças passaram a ter acesso à escolas regulares, e não precisavam mais se fechar dentro dos muros das escolas específicas- segregadoras.
Novas fórmulas para o convívio com toda sorte de diversidade foram surgindo e as adaptações tornaram-se emergentes.
Cada diversidade demanda de adaptações específicas, no caso particular de alunos surdos, a leitura labial não mais dava conta das necessidades apresentadas, uma vez que muito mais os surdo entendia do que as pessoas que com ele se comunicava, portanto havia uma lacuna a ser preenchida, uma cisão, uma ruptura na comunicação.
Diante das necessidades emergenciais, e da cisão que sempre se interpôs entre ouvintes e surdos, a solução ou possível solução para a fluência da comunicação se apresentou pela LIBRAS – Língua Brasileira do Sinais. É importante ressaltar que nossa linguagem dos sinais foi importada da França e aqui sofreu e sofre suas modificações que se adaptam regionalmente.
Assim, poderia-se vislumbrar um futuro promissor a todas as pessoas suras. Mas, nossa realidade apresenta-se por outra face. Durante muitos anos, a educação por libras era proibida dentro das escolas, precisando com isso que crianças surdas perdessem suas identidades oprimindo-se diante do sistema que versava a exclusão ainda que mascarada.
Pouco a pouco as fronteiras que separavam as crianças da LiBRAS que facilitaria, que promoveria a inclusão e o respeito às diferenças foi-se encurtando.
Hoje, a LIBRAS é a linguagem oficial da comunidade surda, é sua marca, sua identidade e passaporte ao mundo de oportunidades que a todos se apresenta de igual maneira.
É preciso, entretanto, demarcar que, muito ainda há por ser feito, uma vez que se não houver a união de forças entre família e escola muito pouco poderá ser feito.
O surdo precisa ser aceito de igual maneira pela família em primeiro tempo, que a ele deve garantir oportunidades e dar-lhes condições de convívio social.
E, a sociedade deve conscientizar-se das possibilidades que se apresentam pelas diferenças, e se permitir a aprender com os novos caminhos.
Importante ressaltar ainda , que, existe uma grande defasagem de profissionais da educação que se dispõem a se preparar para enfrentar esse desafio e abraçar essa causa; e não podemos nos omitir à nossa responsabilidade como formadores sociais, e, precisamos nos atentar que somos apenas um grão de areia e muito ainda há por ser feito. Nossas crianças surdas precisam e têm o direito à igualdade e, somos nós educadores o fio condutor dessa mensagem inclusivista.

domingo, 22 de fevereiro de 2009























Bem, é fácil falar em superação, em não preconceito, em inclusão, em direitos à educação, lazer, saúde, é fácil discursar a cerca do tema sem ter conhecimento de causa.
Acho que a palavra mágica que posso usar com grande certeza, é viver!
Esse jovem é o Saulinho! Filho da periferia de Vila Velha, com uma deficiência que poderia tê-lo deixado em casa, triste, sem vida, sem brilho sem sonhos e perspectivas, o grande pequeno rapaz deu a volta por cima, criou asas mudou sua história e está realizando cada um dos seus sonhos. Ascendeu sua estrela e ilumina por onde passa com seu sorriso cativante, com sua gana, com sua alegria, com seus sonhos, que transforma em realidade um a um.
Saulinho é um exemplo pra EEEFM Terra Vermelha em Vila Velha - ES. Lá fez seu ensino fundamental, com a ajuda de seus colegas e fãs, subia carregado todos os dias para a sala de aula, terminou brilhantemente seus estudos. Hoje é um grande exemplo e um grande incentivador dos alunos da escola e também dos outros jovens que moram nas redondezas. Saulinho é esportista, um para-atleta, pratica futebol sobre skate, atletismo na cadeira de rodas e agora está em um time de basquete para cadeirantes e seu sonho maior: as Paraolimpíadas, e cursar Educação Física em uma faculdade.
Não lhe faltam incentivadores, falta-lhe patrocínio. Mas esse também ele conseguirá, como tudo em sua vida.
Quem o conhece se encanta, como eu me encantei com sua luz!
Precisamos enxergar em cada exemplo desses uma valorosa lição. Precisamos desse tipo de espelho para corrigirmos nossas atitudes e repensarmos nossas vidas.
Saulino, Rafael, Lavínia, Rodrigo, entre tantos outros jovens e crianças especiais, porque para mim são especiais, jamais deficientes, minha eterna admiração!




domingo, 21 de dezembro de 2008

Incluir para se emocionar!




Mais uma vez levanto bravamente a bandeira pela inclusão social.
Só aqueles que estão abertos a respeitar as diferenças podem enxergar as profundas modificações que acontecem quando conseguimos nos pôr além das diferenças e incluir sem qualquer preconceito.
Incluir é muito mais que simplesmente respeitar os outros, é vivenciar o amor pelo outro sem olhar para olhinhos puxados, característicos da síndrome de down, sem ver nos óculos escuros e nas bengalas condutoras, olhos que não enxergam, sem ver nas palavras não escutadas ou nos sons não emitidos surdos e mudos, sem olhar para uma cadeira de rodas e ver uma pessoa impossibilitada, limitada por uma deficiência física, é enxergar muito além disso e compreender que os diferentes precisam de atenção, e uma atenção imediata para que não mais sejam excluídos socialmente, nem precisem viver à margem de uma sociedade esmagadora, que não mais escraviza, mas que é extremamente escravagista.
Só quem consegue vivenciar momentos que superam as limitações podem verdadeiramente entender da minha luta.
Entretanto, a inclusão não pode mais ficar apenas nas palavras proferidas, nas leis, nos livros escritos, precisa acontecer, e primeiramente no coração de cada cidadão.
É através da inclusão e dos lindos exemplos de superação que conseguiremos formar uma sociedade que inclua de fato, e esse primeiro passo acontece quando abrimos as portas de nossas escolas para acolher a todos.
Minha luta não pode ser só mais uma que fica nas palavras escritas, porque só quem vivencia um momento de extrema delicadeza e de infinita sensibilidade sabe do que falo.
Pela segunda vez relato um fato que me aconteceu, e faz minha luta pela inclusão sair novamente do meu certificado de Especialista em Educação Inclusiva e se põe nas páginas da minha própria história e aumenta ainda mais minha paixão pela causa da Inclusão.
Novamente, em um mês, em decorrência do meu sério problema nas articulações, luxei meu pé, descendo um degrau. A dor é imensa, e mais ainda a possibilidade de um dia não poder andar mais. Pé imobilizado novamente, dificuldade para andar, novo desgaste nos ligamentos. Saí pra comprar remédio porque a dor era grande, e olhinhos me fitaram dentro do carro, e enxergaram no meu pé inchado, imóvel, e uma deficiência infinitamente menor que a dele. Rafael! Esse era o nome dele ( fiz questão de publicar seu nome, seu ato foi muito maior que eu e infinitamente superou a minha dor no momento) e como ele mesmo disse pra mim, tenho nome de anjo! Um sorriso lindo que me acompanhou até que o carro parasse, e quando abri a porta, estava ele ali paradinho, com a mão estendida pra mim e o sorriso mais lindo que vi naquele dia.
Machucou o pé? E dei a mão a ele, que me ajudou a descer, e me amparou quando novamente me desequilibrei. Entrei na farmácia, e achei que ele tinha sumido em meio as pessoas, mas não quando desci o degrau da farmácia, estava Rafael novamente com a mãozinha estendida pra me amparar até que entrasse no carro novamente. Com um Feliz Natal, ele se despediu com um sorriso mais bonito que o primeiro.
Filho de uma comunidade carente, mas que provavelmente foi incluído em algum momento de sua vida! Tamanha delicadeza, tamanha generosidade, tamanho e apaixonante ato!
É esse o fruto da inclusão! É esse o verdadeiro sabor da inclusão! É por essas e outras passagens que sinto-me na obrigação e no dever, de levantar sempre essa bandeira, e trazer comigo para luta tantos quanto se sentirem sensibilizados com a causa e a queiram vivenciar também com o mesmo respeito e seriedade que eu.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Educação x Emoção


Não há como falar em educação sem que esta esteja atrelada à emoção.
É fácil sentir e perceber tal co-relação: lembre-se da primeira palavra que conseguiu ler sem errar. Consegue, lembrar-se da emoção do poder da leitura? Do mundo se descortinando ante seus olhos, das viagens imaginárias nos contos de fadas? Dos príncipes e princesas e do mapa do tesouro escondido?
Também é fácil perceber que o ato de educar, está intrinsecamente relacionado a uma teia de emoções que ora são positivas e ora são negativas.
Positivas quando torna o aprendizado uma divertida aventura, cheia de caminhos a serem percorridos, cheios de desafios, mas que ao fim do processo, o tesouro do saber será encontrado e as moedas de ouro da aprendizagem encherão nossos olhos de contentamento e orgulho, e uma grande sensação de “eu posso” , “eu consigo” que alimentam a auto-estima nos vêem como a grande recompensa do saber.
Entretanto, a aprendizagem pode ser o pior dos pesadelos, cheio de areias movediças, e com caminhos escuros, que não se chegam a lugar algum, que atormentam nossas crianças, aniquilam sua auto-estima, as tornam introspectivas e retraídas, e com uma sensação insuperável de “eu não posso”, “eu não consigo” e, é aí nesse momento que o sentimento de incapacidade se instala no inconsciente da criança e se tornará uma sombra que andará ali lado a lado com ela.
É de fundamental importância em nossa prática docente que saibamos avaliar, em qual estágio se encontram nossas crianças.
Se a aprendizagem tem sido uma aventura do saber ou um pesadelo, se estamos conseguindo acionar os passageiros do tempo que existem em cada criança e fazendo com que eles dêem asas à sua imaginação e capacidade de criação e verdadeiramente viajando em cada situação e conseguindo produzir em seu imaginário cada dado ali exposto e traduzindo isso em conhecimento, alimentando nossos pequenos com sonhos a serem realizados, e possibilidades, ou se estamos fortalecendo um imaginário com sombras, com dúvidas, com incertezas, onde lagartos se transformam em dragões assustadores que aprisionam nossas crianças em um labirinto sem saída e que a cada novo dado apresentado se torna ainda mais distante a saída.
Precisamos estar atentos a qual caminho estaremos apresentando e oferecendo a nossos alunos.
A educação não deve mais ser tratada como era antigamente, onde não se formavam cidadãos críticos, apenas formavam-se pessoas que repetiam teorias prontas, sem muito o que ser questinado, e em conseqüência disso, perdeu-se o prazer pela educação e esta foi um fardo para muitos, que iam à escola sem saber muito da sua real necessidade, e do real ganho que se teria ali e em conseqüência desse não saber, abandonavam o cominho pela metade, sem colher grandes frutos.
A educação tem que ser muito mais que isso, tem que oferecer muito mais que conhecimentos prontos e pré-estabelecidos, precisa proporcionar caminhos.
A educação precisa mostrar sua mágica, sua cara e seu encantamento.
Essa é nossa função enquanto professores, muito mais que educar, mas encantar, tornar a arte de ensinar um grande aprendizado, mútuo, onde ambas as partes se complementam, porque é impossível dizer que ensinar não anda de mãos dadas com aprender.
Cada professor adentra sua sala de aula, com um saber, mas sai desta com outro, cada professor chega com uma visão de mundo, e sai transformado.
Essa é a grande mágica da educação! A troca! E se percebermos, não há vida sem troca!