Este blog é uma ferramenta indispensável para divulgar meu trabalho e para um enriquecimento dos que se dedicam a pesquisa em educação.

Usem sempre quando precisarem e, quando citarem é necessário que seja mencionado:
OLIVEIRA, Michele Pereira. www.educacaoeinclusao.blogspot.com
Obrigada, e estou a disposição sempre que necessário nos endereços de e-mail indicados.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Carta aos Brasileiros.

Carta de:




Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.



Amigos,





Embora há muito tempo desligado daquela instituição, como ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix, fiquei profundamente consternado com o caso do universitário que, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca no coração de seu professor, na cantina, em pleno horário escolar, à frente de todos.



Escrevi um desagravo e, em minha opinião, a pérfida ilusão vendida a muitos alunos despreparados, sobre a escola (e a vida) como lugares supostamente cheios de direitos e pobres em deveres, acaba por contribuir para ambientes propensos à violência moral e física.



Espero que, se concordarem com os termos, repassem adiante, sem moderação. A divulgação é livre.







J’ACUSE !!!

(Eu acuso!)

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.

(Émile Zola)

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)

(Émile Zola)





Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro. O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares. Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando... E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.” Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente... Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”. Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.



Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:



EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com

segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeças–boas” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”. A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita

raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.” Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.



Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Esse é um presente a todos os amantes de boa música!

Você sabe qual música tocava quando você nasceu? Se não sabe, então confira!!!!!!!!


http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

AS POLÍTICAS PÚBLICAS E O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

AS POLÍTICAS PÚBLICAS E O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

As políticas públicas, ao tempo em que se apresentam como modernas, inovadoras, capazes de proporcionar às classes dominadas um caminho para a mudança, silenciam sobre a ideologia de acomodação e ajuste do modelo educacional ao capital para uma sociedade periférica no mundo da propalada pós-modernidade.

Os discursos das políticas públicas tomado como objeto de estudo expressam posições políticas e ideológicas de um grupo social. Os sentidos que eles articulam não estão somente nas palavras, nos textos, mas na relação com a exterioridade – nas condições em que são produzidos, nos discursos em que eles se sustentam e para onde apontam, no lugar de onde fala o sujeito.

Com o desenvolvimento tecnológico do inicio da Revolução Industrial e a chegada do Capitalismo obteve-se a construção dos Estados Modernos, surgiu nesse período o direito penal onde se denomina o ser humano dotado de livre arbítrio, devendo ser punido em razão de atos que praticou e/ou danos causados à sociedade.

No mesmo período, criança e adolescentes eram submetidos às mesmas regras dos adultos em relação a julgamentos e punições de furtos praticados.

No entanto, com a criação do "Direito do Menor" (Código de Menores, Lei 6.697 de 10 de Outubro de 1979) partindo das experiências dos chamados Tribunais dos Menores, cuja função era exercer o controle sobre determinados grupos de crianças e adolescentes, excluídos do processo de produção capitalista. Não sendo possível alterar-se a essência das medidas a ser aplicada, especialmente a privação de liberdade, a solução encontrada foi mudar os nomes dados a essas medidas. Desta forma, o julgamento passou a ser denominado ‘tutela’ e a prisão passa a ser ‘internamento’.

No Brasil, o Código de Menores, foi substituído pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) justamente quando foi comemorado o Ano Internacional da Criança, com grandes promessas de melhor proteção ao menor carente, abandonado e infrator.

O artigo 227<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]--> da Constituição de 1988 foi introduzido como resultado de mobilização social dos movimentos de valorização e de garantia do desenvolvimento da criança e do adolescente. Esse artigo constitucional abriu espaço para a normatização de uma lei específica que regulamentou a ação das políticas públicas para as crianças e adolescentes.

O ECA, Lei nº 8.069/90 que regulamentou o artigo 227 da Constituição Federal que atribui à criança e ao adolescente, prioridade absoluta no atendimento aos seus direitos como cidadãos brasileiros. E ainda é um projeto de sociedade marcado pela igualdade de direitos e de condições que devem ser construídas, para assegurar acesso a esses direitos. É, portanto, um instrumento importante nas mãos do Estado Brasileiro (sociedade e poder público) para transformar a realidade da infância e juventude historicamente vítimas do abandono e da exploração econômica e social, a partir desse momento ambos passam a serem reconhecidos com sujeitos de direitos.

Assim, apesar de o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído pela Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, contrapor-se historicamente a um passado de controle e de exclusão social sustentado na Doutrina da Proteção Integral, o ECA expressa direitos da população infanto-juvenil brasileira, pois afirma o valor intrínseco da criança e do adolescente como ser humano, a necessidade de especial respeito à sua condição de pessoa em desenvolvimento, o valor prospectivo da infância e adolescência como portadoras de continuidade do seu povo e o reconhecimento da sua situação de vulnerabilidade, o que torna as crianças e adolescentes merecedores de proteção integral por parte da família, da sociedade e do Estado; devendo este atuar mediante políticas públicas e sociais na promoção e defesa de seus direitos.

O ECA prevê 14 infrações de natureza administrativa derivadas da violação dos direitos fundamentais da criança e do adolescente. Elas são oriundas de autuações do Serviço de voluntariados da Vara da Infância e Juventude e de representações do Conselho Tutelar e do Ministério Público e ainda seguem o rito estabelecido nos arts. 194 a 198 do Estatuto.

Por conseguinte, é fixado o prazo para apresentação de defesa de 10 dias aplicando os procedimentos dos parágrafos 1° e 2° do artigo 194, assim caso não apresente sua defesa no prazo legal cabe a autoridade judiciária apresentar vista dos autos ao Ministério Publico e ainda, a defesa deverá ser apresentada por meio de petição escrita podendo compor-se de contestação para a resposta do réu.

É responsabilidade do Juiz aplicar a pena-sentença, porém cabe ao promotor de justiça promover a ação penal, sendo que no caso de adolescente (de 12 aos 18 anos incompletos), quando cometer ato infracional pode o promotor de justiça conceder a remissão, ou seja, não processar evitando que o adolescente passe por constrangimento de responder a um processo penal em troca de medida socioeducativa. Uma decisão que parte do pai ou responsável adolescente, aceitar ou não a remissão. As medidas socioeducativas constituem-se em: advertência; obrigação de reparar o dano; prestação de serviços à comunidade; liberdade assistida; semiliberdade; internação; Habeas corpus.

Habeas corpus - (HC) Medida que visa proteger o direito de ir e vir. É concedido sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. Quando há apenas ameaça a direito, o Habeas corpus é preventivo.



Partes Qualquer pessoa física que se achar ameaçada de sofrer lesão a seu direito de locomoção tem direito de fazer um pedido de Habeas corpus. Essa pessoa é chamada de ‘paciente’ no processo. O acusado de ferir seu direito é denominado ‘coator’.

Assim prevê o HC 90129 / RJ - RIO DE JANEIRO

HABEAS CORPUS. ADOLESCENTE. INFRAÇÃO AOS ARTS. 12 E 14, DA LEI 6.368/76, E 16, DA LEI 10.826/03. INTERNAÇÃO. PROGRESSÃO PARA O REGIME DE SEMILIBERDADE. ATINGIMENTO DA MAIORIDADE. MANUTENÇÃO DA MEDIDA. POSSIBILIDADE. OFENSA AO ART. 121, § 5o, DO ECA NÃO CARACTERIZADA. ALEGAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA OU ANALÓGICA IN PEJUS. INOCORRÊNCIA. I - A aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente rege-se pela idade do infrator à época dos fatos. II - O atingimento da maioridade não impede a permanência do infrator em regime de semiliberdade, visto que se trata de medida mais branda do que a internação. III - Alegação de interpretação extensiva e analógica in pejus que não pode ser acolhida. IV - Ordem denegada.

Como já dito, cabe ao promotor de justiça intervir em todos os processos que tenha interesse de criança e adolescente a ser discutido, cabendo ao Ministério Público defender os seus interesses, como se fosse seu advogado, vigiando seus direitos individuais e coletivos, protegendo seu bem estar.

É importante explicar o que são interesses individuais, difuso e coletivos a luz do ECA.

INTERESSES INDIVIDUAIS: Pertencem a um grupo, classe ou categoria determinável de pessoas, tem uma origem comum, e têm natureza divisível, ou seja, podem ser quantificados e divididos entre os integrantes do grupo. Ex: Uma criança ou adolescente, ou um grupo destes que tem seu direito descumprido.

INTERESSES DIFUSOS: São interesses amplos, caracterizados principalmente por sua indivisibilidade, ou seja, para que se satisfaça um de seus sujeitos deve satisfazer-se a todos, pela sua individualidade e pela própria indeterminação de seus sujeitos. Ex.: direito a boa qualidade de vida, entre outros bens da vida que pertencem à massa de indivíduos e cujos prejuízos de uma eventual reparação de dano não podem ser individualmente calculados.

INTERESSES COLETIVOS: são comuns a uma coletividade de pessoas, são direitos indivisíveis, ou seja, interesses defendidos pelo representante do Ministério Público, sem precisar quem, interesses da coletividade. Ex: Toda criança de 0 a 6 anos de idade tem direito a creche e pré-escola. Toda criança, sem especificar qual ou quais, mas todas de 0 a 6 anos de idade.

Informa quem tem legitimidade de agir em seus interesses individuais, coletivos e difusos, traçando uma linha de concorrência, dando a essas legitimadas responsabilidades e deveres, tanto na instituição como também em seus representantes.
A política de atendimento estabelecida pelo Estatuto apresenta como diretrizes, dentre outras: a municipalização do atendimento e a criação de conselhos municipais, estaduais e nacional dos direitos da criança e do adolescente. Esses aspectos encontram os conceitos de descentralização e participação debatidos até esse momento.
Os Conselhos de Direitos são órgãos deliberativos e controladores das ações em todos os níveis e são órgãos vinculados ao Poder Executivo. Nesse espaço é necessário assegurada a representação da participação popular por meio de representantes de organizações representativas e governamental, representado pelo corpo mandatário, de forma paritária. Os Conselhos Municipais de Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA) são constituídos por membros da sociedade civil que são indicados por organizações representativas da temática. Conta-se também com representantes do governo municipal que são indicados pelo prefeito, bem como por funcionários técnicos e administrativos do Estado.
O CMDCA tem a competência para tomar decisões e deliberar acerca de regulamentação e execução (monitoramento) da política de atendimento às crianças e adolescentes. Sua atuação é fundamental para a promoção, orientação e execução de políticas públicas voltadas para a criança e adolescente.
Outro espaço para a garantia do direito das crianças e do adolescente é o Conselho Tutelar. Esse conselho congrega os três eixos de sustentação do ECA: promoção, controle e defesa da criança e do adolescente. Em outras palavras, constitui a instância privilegiada para a visibilidade da atuação do Estatuto. O Conselho Tutelar é um espaço fundamental para a reordenação da estrutura social, da política social e das instituições, pois é a instância que pode intervir na privacidade das famílias e, ao mesmo tempo, nas instâncias de poder, para garantir o atendimento da lei.
Pelo que dispõe o Estatuto, o Conselho Tutelar possui amplitude e alcance no âmbito municipal para exercer seu papel de operacionalizar o ECA. Tem o poder de fazer valer as políticas públicas no que diz respeito à infância e a adolescência, não só assessorando sua elaboração, mas também assegurando seu cumprimento.
O número de Conselhos Tutelares nos municípios brasileiros já alcança a quase totalidade. 98,35% dos municípios no Brasil já têm estrutura tutelar para a área da criança e do adolescente. Os Conselhos Tutelares em sua maioria também encontram-se vinculado à área da Assistência Social, assim como os Conselhos de Direito.



REFERÊNCIAS





Estatuto da Criança e Adolescente. Disponível em Acesso em: 27.set.2010.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Para uma nova escola.

A educação em nosso país deve ser repensada urgentemente. Precisamos em conjunto rumar para a construção de uma escola nova.
O modelo escolar que temos hoje em dia não atende mais às demandas do novo raiar dos dias.
Temos hoje, problemas que outrora não tínhamos, e todos os problemas de peso da sociedade foram lançados para dentro dos muros das escolas sem que essa tivesse a escolha de aceitar ou não.
Diante disto, nossas escolas não podem mais seguir os antigos moldelos, onde a escola era espaço profissional apenas para professores e pedagogos, ou para estes, com o total apoio de outros profissionais com outros saberes.
Temos que entender que tempo/espaço da escola nos modelos antigos, já se foi. Está no passado, e essa pode ser uma das prováveis causas de temos evasão escolar, baixo rendimento, falta de interesse, indisciplina e violência na escola.
Hoje, recebemos adolescentes em conflito com a lei, crianças que sofrem de alienação parental, criancas com necessidades educacionais especiais, e nossos professores carregam todo o peso dos problemas sociais, e ainda assim precisam dar RESULTADOS, mas o resultado mais ético não está apenas nos números, mas no compromisso real da educação,  uma vez que tudo se mede pela pontuação que a escolar recebe através das avaliações institucionais.
Hoje a escola tem nova cara, novas demandas sociais e novas necessidades de atendimento.
A escola que temos hoje necessita, além de profesores e pedagogos, do apoio de assistentes sociais e psicólogos que tenham compromisso com a comunidade do entrono.
Esse é um trabalho multidisciplinar e que trará para à escola outros saberes, outros fazeres, e novos rumos.
Não é justo que enquanto professores, carreguemos todos os problemas das nossas crianças, tendo que trabalhar também como psicólogos e assistentes sociais, porque nossas crianças trazem para o cotidiano escolar outros muitos problemas além dos problemas de aprendizagem.
E, toda essa problemática funciona como uma grande engrenagem, e só funciona assim.
De nada adianta nada caminharmos para aqui ou para acolá, se o problema está dentro da escola.
Se quisermos uma educação de qualidade, é necessário que políticas públicas nesse sentido sejam pensadas, para que nós, professores tenhamos compromisso apenas com nossa função: a educação.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Feliz dia dos professores!!!!!!!

Homenagem ao dia do professor




As bolas de papel na cabeça,

Os inúmeros diários para se corrigir,

As críticas, as noites mal dormidas...

Tudo isso não foi o suficiente

Para te fazer desistir do teu maior sonho:

Tornar possíveis os sonhos do mundo.



Que bom que esta tua vocação

Tem despertado a vocação de muitos.

Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,

Quando em seu dia-a-dia

Tantas dificuldades acontecem.

A rotina é dura, mas você ainda persiste.

Teu mundo é alegre, pois você

Consegue olhar os olhos de todos os outros

E fazê-los felizes também.



Você é feliz, pois na tua matemática de vida,

Dividir é sempre a melhor solução.

Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida

O teu coração a cada dia,

Dando-te tanto prazer em ensinar.



Homenagens, frases poéticas,

Certamente farão parte do seu dia a dia,

E quero de forma especial, relembrar

A pessoa maravilhosa que você é

E a importância daquilo do seu ofício.

É por isto que você merece esta homenagem

Hoje e sempre, por aquilo que você é

E por aquilo que você faz.



Felicidades !!!

Autor: (Desconhecido)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Desenhos infantis.

Alguém já parou para pensar o quanto dizem os desenhos infantis e dos adolescente?
Muito se pode descobrir a respeito da personalidade, das angústias, medos, anseios, da sexualidade reprimida, através dos desenhos produzidos pelas crianças e adolescentes.
Certa feita em uma reunião com a diretoria da escola, uma professora apresentou alguns desenhos de seus alunos ( importante ressaltar que esta professora já lecionava na escola faziam 2 anos e conhecia seus alunos uma vez que já era pela segunda vez professora deles), e comecei a apontar detalhes das imagens e características de alunos que não eram meus e que não conhecia.
E, a cada interpretação as professoras presentes se surpreendiam com verdades que eu trazia à tona sem nunca ter visto a maior parte dos alunos ali citados, e os que conhecia, os conhecia muito superficialmente.
Posso citar um caso dos mais interessantes:
Um menino dislexico e hiperativo, fez um desenho de uma mulher na frente ( sua mãe), e uma criança que aparecia pela metade pois estava com parte do corpo escondido por trás de uma casa que se apresentava com certa distância do desenho que representava sua mãe.
Pela minha interpretação do desenho ( lembro que não conhecia o menino, nem tão pouco seu histórico), pude perceber que sua mãe o superprotegia e em todas as decisões dele ela tomava a frente, levando para distante da própria realidade, bem como em todas as situações ela se interpunha em proteção ao menino, que era um menino sem muita vontade.
Correta a interpretação : mãe superprotetora que se tornava uma leoa na defesa de sua cria. O menino não precisava aparecer, uma vez que a mãe aparecia por ele.
Muitas vezes os desenhos produzidos por nossas crianças em sala de aula passam despercebidos, enquanto precisavam ser analisados por dizerem muito.
Vejamos um desenho:


Este desenho é de uma criança que está sendo alfabetizada, o  desenho do boneco de capa é o monstro alfabeto, o menino triste é ele diante da angústia da alfabetização.Há uma escda que leva ao herói das letras, ou seja, aquele que o levará à alabetização, e no céu, ou seja o que ele quer alcançar, está lá, o alfabeto completo.Importante ressaltar que o alfabeto comleto está no alto, no céu, ou seja é o que se precisa alcançar subindo as escadas, apenas são encontradas algumas letras, e o herói das letras ocupa o lugar do professor. ( criança de 6 anos).


É importante que enquanto pais e professores estejamos atentos aos desenho produzidos por nossas crianças, eles podem nos falar muito daquele momento vivido.Não é preciso nenhum estudo específico para isso, nem tão pouco nenhuma vidência, apenas um pouco de sensibilidade e atenção.




terça-feira, 5 de outubro de 2010

Se...ainda demorar muito, temo não aguentar...estou cada dia mais fraca e menos confiante na vida...
Meu Deus, olhe por mim...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Realidade!

Ao analisar este fato dos últimos dias, ocorrido em uma escola de Embú das Artes, São Paulo onde um menino de 9 anos saiu de casa para estudar, e seus pais o receberam de volta sangrando até a morte com um tiro que lhe custou a vida, penso no papel da escola, enquuanto lugar de aprendizagem, de socialização. O culpado - provavelmente um coleguinha de classe que já havia demonstrado uma intimidade com armas e projéteis, ou seja que pelas atitudes inocentes (ou não) anunciava uma tragédia, remeto-me a um outro caso, ocorrido em uma escola aqui mesmo no estado do Espírito Santo, onde uma criança de 6 anos em um momento de "fúria" furou o olho de um coleguinha, deixando-o cego.
Diante disto, me pergunto. Qual é o papel da escola? que escola é essa?
Assim sendo, retomo as teorias de Foucault e observo que agora mais do que nunca seus textos e suas teorias são super atuais, e se embasam a cada momento em nosso cotidiano escolar.
Seriam nossas escolas hospitais? que tratam das crianças e adolescentes com todas as doenças de uma família desregrada, desestruturada?
Seriam nossas escolas hospícios? que recebem e tratam de todas as loucuras sociais que empregnam nossas crianças abandonadas pelas famílias, ou serão nossas escolas presídios, ou reles cadeinhas que precisam dar conta de criaturas que cada vez mais cedo mostram suas garras criminosas?
Aí eu pergunto e observo! e nós, professores? o que somos? médicos, enfermeiros, doentes, loucos ou carcereiros?
Ainda não identifiquei a resposta mais cabida para tal pergunta. Acho que, uma variante de todos.
A escola perdeu seu foco, e nós perdemos a saúde e a sanidade a cada minuto.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Auto avaliação

Enquanto docente, temos que estar dotados de um instrumento poderoso na sala de aula:

A AUTO AVALIAÇÃO

Antes de ser avaliado o professor precisa se auto avaliar e avaliar sua praxis, ninguém melhor que o próprio professor para fazer a avaliação diagnóstica de seu próprio trabalho, partindo do princípio que o professor não deve nem pode ensinar o que ele quer, mas o que o alunado quer aprender, o que captura o interesse desse aluno, mesmo que esse "conteúdo" não esteja inserido no curriculo, mas que esse "conteúdo" sirva de ponte para que o professor possa alcançar o conteúdo pre escrito.
Enquanto o professor ensinar o que ele quer, e enquanto o professor não souber fazer essa ponte - o que os alunos querem aprender e curriculo, não acontecerá a travessia entre o não aprender e o aprender, que pode ser desenhado na construção e na travessia dessa ponte.
Uso a expressão ponte, pois ponte é um caminho que liga uma coisa a o que essa outra, ou liga o que desperta o interesse ao que se deve ensinar, sem que essa travessia seja muito penosa e não leve a lugar algum.
Nosso objetivo enquanto professor é levar nossos alunos ao conhecimento, mas devemos nos atentar para que cada um tem seu tempo, e que antes de iniciarmos uma caminhada precisamos fazer um nivelamento e conhecer as habilidades da turma, para que possamos falar a mesma língua, para que possamos caminhar no mesmo compasso, sem atropelos.
E, é importante que ao nivelarmos a turma, lancemos mão da auto avaliação, e essa auto avaliação pode ser feita no exato momento da correção da avaliação de nossos alunos.
Importante observar que, quando grande número de alunos estão com notas na média ou abaixo desta, devemos prestar também atenção a nossa prática e, nos perguntar: será que estou atravessando a ponte sozinho? será que tenho uma linguagem clara?onde está o meu ERRO? não devemos apenas apontar os erros de nossos alunos, mesmo que para isso tenhamos que rasgar as avaliações que não alcançamos o resultado (esse resultado é alcançado em dupla  professor x aluno), voltar toda a matéria, e repetir a avaliação quantas vezes for necessário.
É muito importante que tenhamos em mente: todo o resultado de sala de aula é um resultado de mão dupla, e toda avaliação não avalia apenas o aluno, mas também a prática do professor.



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Leiam!

COntribuição de minha colega de trabalho Dênia Pita.



Resposta à Revista VEJA
Patrícia Chioratto professora da rede estadual de ensino
http://www.apufpr.org.br/artigos/2010/veja.htm


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RESPOSTA À REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e ...disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados, minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes” elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 m.de intervalo, onde tem que se escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim ouve-se falar em cronômetros. Francamente!!!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010


É com enorme emoção que vejo um candidato tão engajado na defesa da educação como estou vendo o candidato Serra.

Mas senhor candidato, não é aumentando um profissional em sala de aula que a educação dará uma alavancada.

Não é com dois professores brigando por um espaço na sala de aula que os problemas da educação serão extintos.

Nossas escolas, não tem a necessidade de dois professores por sala, tem a necessidade de ter menos alunos, disputando um espaço físico e a atenção do professor que trava uma batalha de 40 contra 1, por no mínimo 1 hora por time.

Nossas escolas precisam estar menos sucateadas, precisam novas cores, novos ares, precisam se despir dessa armadura de presídio imposta por esse modelo quadrado, fechado, com fachadas retilíneas, e cinzas, quando no muito uma cor pastel, sem vida sem brilho.

Nossas escola precisam de árvores, de alegria, de paredes e muros estampados, de preferência pelos próprios alunos para que estes tenham orgulho de suas obras e com isso responsabilidade pela conservação.

Candidato, nossos professores precisam ser mais valorizados, como profissão primária, e nossa profissão, reconhecida como a profissão maior, mãe de todas as outras.

Candidato, as famílias precisam se responsabilizar por seus filhos, porque enquanto escola somos responsáveis por nossos alunos, e não pelos filhos dos pais que os abandonam, e para essa alienação é preciso que haja punição.

Candidato, nossas crianças precisam ser responsabilizadas por seus atos e infrações nas escolas para poderem desde muito cedo ter consciência de seus erros, e orgulho de seus acertos.

Nosso país precisa de educação de base, novas escolas, maior número de vagas, e de compromisso, mas compromisso em mão dupla, dos professores que sendo mais valorizados consequentemente terão mais disposição, ânimo e alegria no trabalho e dos governates, que precisam comprometer-se em melhorar as estruturas e condições de trabalho bem como comprometer-se em melhorias salariais para garantir maior dignidade a uma classe que há muito vem lutando bravamente por reconhecimento principalmente.

Não defini meu voto para esta eleição, mas não é com essa proposta que se fará a elevação da educação. E, aí fica uma pergunta: O senhor já enfrentou 50 horas semanais em sala de aula por um salário irrisório, em uma luta mínima de 40 contra 1?


40 contra 1: 40 alunos contra um único professor, desvalorizado, em condições mínimas de trabalho, que precisa levar marmita para a escola e engolir em 20 minutos que é o intervalo de um turmo para o outro, uma vez que a merenda escolar é jogada inteira no lixo quando há sobra sem que o professor possa comer uma única migalha. Esse é o cúmulo do desperdício, do desrespeito e da humilhação uma vez que o professor não pode comer a merenda que sobra, comida essa balanceada e limpa que vai para um saco preto de lixo, e jogado na lixeira, comida essa que está apta para ser consumida, virando comida de cães de rua, de cavalos, quando esses chegam antes dos catadores de lixo.

Não é com essa falta de educação que vem de cima para baixo que faremos uma educação mais digna.